quarta-feira, 6 de abril de 2016

"De frente.., Dou as costas, mas te comprimento Leão"

Daqueles dias..

Hoje, mais uma vez, o ego surge como um leão, dominando todo o território. Crescido e faminto, agindo apenas com seu instinto de sobrevivência necessitando se alimentar.
Ao mesmo tempo que me surge essa comparação com o irmão biológico Leão, surge o pensamento também de que não sei se seria comparável a um animal, pois tal comparação com o ego seria desleal a pureza animal, que apenas o É.
 Estou com meus 26 anos, e nessa trajetória aprendi a ter mais consciência dos meus pensamentos, atos, das exigências egóicas que envolvem e fazem parte do meu ser. Diminuindo aos poucos a busca por objetos externos para serem culpabilizados pelo o que Eu e Eu criamos.
 Meu ser vive a sua dualidade, mas vive consideravelmente consciente de muitos processos dentro desse dual mundo de possibilidades e guerra interior.
 Uma situação do dia, ou um sentimento, nunca é apenas tão simples. Todos surgem carregados de caminhos, como se fossem mundos individuais. Um galho com vários outros em sua extensão.
 Essas ramificações profundas e infinitas me envolvem, não apenas as emoções como também o julgamento.
' Julgamento'... o que dizer desse ato? Por vezes não sei direito o que é julgar, pois quando julgo saber, verifico posteriormente que tenho muito a aprender, que há um engano,  pois o faço sem perceber ainda em muitos aspectos no pensar.
 Tudo passa a mente, como o universo, imenso e complexo. Percebo que tendencio a me conectar principalmente aqueles pensamentos de forma mais densa, negativa. Observo o porquê destas ligações, percebo que de alguma forma estão ligados a processos mal resolvidos interiormente.
 Carência afetiva.. baixa auto-estima..
 E de onde surgem esses sentimentos, qual a sua raiz? Se todo ser é único e possui potencialidades de aprendizado, de sentir.. Porque insisto em me sentir pior que aqueles aos quais julgo "melhores" que meu ser?
 Hoje este sentimento neurótico, obsessivo invadiu meus processos mentais. E quando eles surgem levam boa parte de mim, dou corda para toda essa forma de pensar, e quando menos percebo já estou contaminada por ele.
 Que insegurança, que vazio, que medo, que cegueira imposta! Me judio tanto... até chegar em partes do dia e não sentir mais força de continuar lutando.
 Me sinto só. E uma solidão que não sei se gostaria de preencher com alguém necessariamente. O meu ego pede companhias externas, distrações. Mas sinto dor, porque lá no fundo minha consciência me avisa que o caminho não segue por aí, esse caminho da Alma. E fico dividida, pois percebo que ela tem razão e estou apenas tentando fugir do inevitável. Até quando vou fazer esse movimento de fuga? Gostaria apenas de conseguir relaxar, me entregar a essas cargas emocionais, momentos que a vida vai colocando a nossa frente.
 Entrega! Sinnto que é isso..! Deixar a correnteza levar, sem medo.. de se perder e não mais se encontrar.
 Hoje, me senti de frente com esse Leão faminto e territorialista, mas dei um passo pra trás após encará-lo. E isso me gera tanto mal estar... Me sinto ainda mais derrotada. E ao mesmo tempo lá no fundo uma outra parte me diz; Ingrid veja que ao menos você tem consciência, pouca mas já tem, de que ele existe, e até mesmo um arquétipo se forma.. fica tão palpável mentalmente.. Mas e o que é isso que permanece inquieto e insatisfeito? Terá a ver com a relação materna, a criação que teve de uma mãe exigente, que não aceitava erros, falhas? Ou será ainda que você foi tão sensível ao ponto de reagir exageradamente ao que para outros seria comum e digesto?

E assim continua a vida,  após mais um mergulho interior..  _/\_













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